
Será que seu cérebro vai bem, ou já começou a ter algum probleminha?
O Ministério da Saúde publicou em 2024, o “Relatório Nacional sobre a Demência: Epidemiologia, (re)conhecimento e projeções futuras”, segundo o texto, aproximadamente 2,71 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais são acometidos com algum tipo de demência. E a projeção para 2050 torna-se alarmante, pois seus números poderão duplicar, atingindo cerca de 5,6 milhões de casos no país.
E no mundo, atinge cerca de 55 milhões de pessoas, sendo a maior causa de incapacidade nos idosos, além de ser a 7° causa de morte no planeta.
Atualmente, não é raro em diversas famílias ter ao menos um caso de demência em idosos, e mesmo você sendo jovem não está livre, visto que, as alterações nos neurônios cerebrais ocorrem décadas antes do primeiro sintoma da demência.
O que seria a demência?
Demência é uma perda de capacidade cognitiva, com sintomas que afetam a memória, habilidades e pensamentos sociais de modo severo, interferindo seu cotidiano. O indivíduo perde o próprio EU, perde a própria realidade.
A demência é uma doença neurodegenerativa, porque os neurônios morrem em ritmo mais rápido que o envelhecimento normal, acarretando a atrofia cerebral.
Mesmo que o aparecimento da demência seja ocasionado por diversos fatores, está frequentemente associada ao envelhecimento. Lembra-se que, com a morte dos neurônios e conexões no cérebro há mudanças nos neurotransmissores que regulam as emoções, causando por exemplo, o principal tipo de demência: O Alzheimer.
Alguns sinais iniciais de demência, que você não pode ignorar:
Alterações posturais: mudanças na marcha, problemas na coordenação;
Alterações nos órgãos do sentido: percepção de profundidade, consciência espacial, mudança no olfato e paladar, sensibilidade ao ruído;
Alteração na força muscular: idoso frágil é mais propício a demência;
Alterações no sono: dormir demasiadamente, insônia, sonolência diurna excessiva, sono fragmentado, síndrome do sono agitado;
Alteração na transmissão de mensagens: Dificuldade em comunicar ou encontrar palavras;
Apatia: um sintoma precoce, gostava de realizar várias atividades, e agora, fica sem motivação, não quer mais participar de eventos em família, as suas companhias já não a satisfaz, descartou seus hobbies. Porém nesse caso, cabe maior investigação já que a depressão e ansiedade são sinais apatia e um sintoma inicial de demência;

A demência não é causada apenas pela genética, mas o que realizamos em nosso hábitos diários e o ambiente que vivemos, possuem uma grande interferência na ocorrência do problema.
No entanto, a demência pode ocorrer através de alguns tipos de lesões cerebrais traumáticas, infecções crônicas - como o HIV, problemas circulatório, como a aterosclerose generalizada, fibrilação atrial, consumo de álcool e drogas, comida industrializada, deficiência nutricional, como carência de B1 e B12.
Prevenindo a Demência
Como diz aquele velho ditado: é melhor prevenir do que remediar. Então, como prevenir a demência?
Ainda não existe a cura para a demência. Indivíduos com demência podem viver por longos anos, após o diagnóstico, caso obtenham uma boa qualidade de vida e rigor em seu tratamento, mesmo sendo severa sua patologia. Porém, algumas pesquisas apontam que intervenções na nutrição, treinamento cognitivo e atividades físicas auxiliam na manutenção da função cerebral e previne a deterioração cerebral.
Prevenções:
Reserva cognitiva: redes construídas ao longo da nossa vida, através da educação, ou no desenvolvimento de habilidades mais complexas, como aprender uma língua estrangeira e andar de bicicleta, tocar um instrumento musical. Faça reservas cerebrais, alimente seu cérebro, para que continue funcionando normalmente;
Faça atividade física: excelente para a circulação do seu coração e seu cérebro. Afinal, o que faz bem para o coração, faz bem para o cérebro. O exercício físico reduz estresse, melhora o humor, aumenta neurônios e sinapses;
Pare de fumar: o fumo atinge seus pulmões, cérebro e vasos sanguíneos. Além de maximizar o risco de infarto e derrame;
Controle a pressão arterial e colesterol: Hipertensão mal controlada aumenta o risco de demência, bem como, a aterosclerose;
Controle seu peso: caso esteja obeso ou sobrepeso, emagreça. Pois, a gordura visceral inflama seu corpo, aumentando assim, o risco de demência e apneia do sono;
Diabetes sob controle: o Alzheimer também é denominado como diabetes tipo 3, porque descobriram que há metabolismo anormal da glicose de pacientes com essa demência. Possuir diabetes tipo 2, já implica no risco do desenvolvimento do Alzheimer, já que a resistência insulínica aparenta desempenhar um papel fundamental na perda de memória. Os receptores de insulina são concentrados no hipocampo, o centro de memória cerebral;
Sono restaurador: sono deficiente é sintoma de Alzheimer, mas também faz progredi-la rapidamente. ”O sono profundo limpa nossa sujeira cerebral”, por isso, dormir bem é tão importante ao nosso corpo;
Melhore sua dieta: inclua em suas refeições mais gorduras monoinsaturadas, encontradas no abacate, azeite de oliva; consuma regularmente peixes e menos carboidratos refinados.

Quais as novidades para o tratamento?
O tratamento para demência deve ser feito sob orientação do neurologista com objetivo de aliviar os sintomas e evitar a evolução da doença.
Após 20 anos, surgiram 2 novos medicamentos para o tratamento da demência: Lecanemab e Donanemas. Ambos são imunoterapias que proporcionam a limpeza da proteína amilóide no sistema, que é tóxica para os neurônios, melhorando a qualidade de vida, minimizando a perda de memória e habilidade cognitiva. No momento, por serem novos, são remédios caros, mas no futuro, poderão ser utilizados no dia-a-dia e no tratamento aos pacientes com demência.
O tratamento da demência também envolve uma equipe multidisciplinar, incluindo nutricionistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, e terapeutas ocupacionais. Além disso, o médico pode recomendar a estimulação cerebral, para melhorar a sua expectativa de vida.
A maioria das demências não possuem cura, mas há formas de amenizar os sinais e sintomas da patologia. A demência é um problema que afeta o paciente, mas também sua família e cuidadores. Sendo assim, torna-se pertinente e fundamental estar informado e consciente sobre tal problema, para que procure um tratamento adequado e garanta um melhor tratamento ao enfermo.
Aguardem mais informações em nosso site!
Saúde e Suas Verdades
Reviewed by Mimos da Zuzu
on
12:39
Rating:
Alzheimer é uma doença muito complicada e triste, pois presenciar um familiar deteriorar-se aos poucos, esquecer você, sua história de vida. Por isso, aproveitem bastante seus pais e avós, já que ninguém está livre da doença. Parabéns pelo artigo, excelente leitura!
ResponderExcluir